sexta-feira, 11 de abril de 2008


Caros amigos,

Domingo, não há mais ou menos e não há talvez.

Não, quer mesmo dizer que há crime e Sim quer mesmo dizer que deixa de
haver.

Acham que uma mulher que aborta é comparavel a George W. Bush?

Carlos e Filipe

A vida


Olá amigos!

Há já algum tempo que estamos apenas a divulgar obras enviadas por vós. A
qualidade das obras que temos recebido impele-nos a divulga-las o mais
depressa possível relegando assim para segundo plano as nossas modestas
criações. Todavia se tivermos um momento mais
inspirado partilharemos convosco. Naturalmente.

Desta feita aqui apresentamos uma obra enviada por Tânia Cabrito, da
autoria de Ricardo Pereira, criada após um requintado e divertido jantar.
É uma peça de arte, assinada pelo autor, que mostra toda a inevitabilidade
da vida...

Carlos e Filipe

Cérebro


O cérebro do homem, esse lugar de mistério, façamos um zoom para ver melhor.


por Daniel Saraiva

Arte Livre


Olá a todos, peço a vossa atenção. Esta não foi uma decisão simples para mim. Julgo que a Arte Livre não deve ser um espaço de promoção pessoal. Apenas de promoção de Arte. Cheguei portanto ao seguinte dilema: divulgar a minha música é divulgar a minha pessoa ou a minha arte? bom, percebo que alguns achem que é a minha pessoa, mas após pensar no assunto acabei por concluir que só não divulgaria a minha arte se não tivesse confiança nela e se não a acreditasse genuína. Como confio e acredito, divulgo.

Eu e mais 3 amigos acabámos um longo processo de um ano inteiro de gravações num estúdio. Vamos ter um CD para divulgar, para já estão disponíveis quatro músicas e vão estar mais. Como em toda a Arte Livre, todos podem ter opiniões diferentes e gostar ou não gostar. Ainda assim este é o meu principal projecto artístico e só o poderia divulgar! Não o fazer por simples constrangimento seria falta de coerência e desrespeito para com o meu próprio projecto - no qual acredito vigorosamente.

Assim sendo, 4 musicas do CD da minha banda podem ser ouvidas em
www.myspace.com/madcab

Qualquer comentário será bemvindo.

Agradeço a atenção, Paz. Filipe

(29 Dez 2006)

Ascensão das Vacas Loucas - versão alternativa



Aqui está a primeira resposta ao nosso apelo. O autor preferiu o anonimato.


A árdua e vertiginosa caminhada das vacas (ou das Dollies) para o topo incógnito representa a ambição desmedida, geradora da aniquilação dos prazeres simples e de vários distúrbios mentais, que parece ser excessivamente prezada nos dias conturbados de hoje.


A fadiga é vã - morrem no caminho, de exaustão, num último e fatal ataque de velhice crónica. Quem, ou o quê, ocupa a posição cimeira? Deus não pode ser, esse morreu - a última vez que morreu foi em Hiroshima, desde então nunca mais ressuscitou, e eu não posso acreditar no poder de um defunto.


Talvez o ponto de interrogação possa ser substituído por enorme € (levantado à potência infinita). Mas não me parece, pois mesmo o homem com maior riqueza monetária pode ser servil. A incógnita pode ser qualquer símbolo que se queira, qualquer sonho louco, qualquer ideal... Ou o vazio! Um vazio incongruente, destituído de significado como de matéria, e incomensurável. Vazio porque, na verdade, o topo da pirâmide (que é alta, apesar de só estarem representados três andares) está desocupado, porque a servidão é omnipresente, uma coisa comum a todos os seres.


O senhor em baixo, que acha ridícula a labuta do gado mas desfruta do espectáculo desta servidão bovina (que é a mesmíssima coisa que servidão humana), é o Alberto Caeiro, que sabe a importância do momento presente. A vida é breve! Para quê desperdiçá-la em escaladas inúteis?


O autor sugere ainda a audição do tema "Mercedes Benz" de Janis Joplin, no site seguinte:
http://www.youtube.com/watch?v=Q-g7Q7hXn7o
Olá amigos!
Mantendo o espírito de comunhão artística e espiritual que nos caracteriza decidimos, a partir deste preciso momento, incentivar a vossa participação neste circulo através do envio, para o e-mail de Carlos Rodriguez ( carlos.andre.rodriguez@gmail.com) das vossas próprias visões artísticas deste mundo conturbado e doente.
Será óbvio para todos que a nossa conduta democrática implica a não adulteração do conteúdo das vossas criações, tal como a completa ausência de censura.
Reservamo-nos, no entanto, o direito de sugerir eventuais alterações capazes de enriquecer ainda mais o vosso trabalho.
Ficamos ansiosamente à espera.
Saúde e um Natal despojado de interesses capitalistas e consumismo,
Carlos e Filipe

(18 Dez 2006)